A Europa continua sendo o destino mais sonhado por quem quer viajar para fora da América. E em 2026 tem duas novidades que afetam todo brasileiro que planeja ir: o EES entrou em operação e o ETIAS chega no segundo semestre. Além disso, o câmbio ainda está em nível aceitável em boa parte dos países, e alguns destinos fora do circuito óbvio estão muito bons.
Este guia cobre o que mudou, quanto custa e como montar um roteiro que funcione pro seu tempo e orçamento.
O que muda em 2026: EES e ETIAS
Dois sistemas novos entram em vigor e vão afetar todos os viajantes brasileiros:
EES (Entry/Exit System): previsto para estar em plena operação em 2026. Substitui o carimbo no passaporte por registro biométrico digital nas fronteiras dos países do Espaço Schengen. Na prática, você vai ter digitais e foto registradas na chegada. Não é um visto, não muda o prazo de 90 dias, mas adiciona alguns minutos no controle de fronteira. Verifique sempre o status oficial da Comissão Europeia, pois o cronograma pode sofrer ajustes.
ETIAS (European Travel Information and Authorization System): a autorização eletrônica para brasileiros está prevista para entrar em vigor gradualmente a partir de 2026. Parecida com o ESTA americano, será obrigatória para estadias de turismo de curta duração (até 90 dias) no Espaço Schengen. O processo será online, com custo de €7 para adultos entre 18 e 70 anos, e validade de 3 anos (ou até o passaporte expirar).
Resumo prático: consulte o site oficial do ETIAS (travel-europe.europa.eu) próximo à data da viagem — os cronogramas têm mudado e a informação mais recente supera qualquer artigo.
Quanto custa viajar para a Europa
A pergunta sem resposta única. Mas dá pra dar uma referência:
Voos: ida e volta de São Paulo para Europa a partir de R$ 3.500 (promoção, fora de temporada) a R$ 8.000 (alta temporada, rotas mais procuradas como Lisboa e Londres).
Hospedagem: hostel em dorm a partir de 25 euros por noite. Hotel 3 estrelas no centro de cidade grande entre 80 e 150 euros. Airbnb em apartamento compartilhado pode sair mais barato em estadias longas.
Custo diário: a média referenciada por agências de turismo é de 65 euros por pessoa por dia para cobrir alimentação, transporte local e entradas em atrações. Na prática, em Portugal e países do Leste Europeu esse valor vai longe. Em Suíça, Noruega e Paris, não chega nem perto.
Câmbio 2026: o euro está rodando em torno de R$ 6,20 a 6,50. Nada de promoção, mas dentro do histórico recente. Para planejamento, use R$ 6,50 por euro como referência segura.
Quais países combinar no mesmo roteiro
A regra de ouro: para 15 dias, no máximo 3 países. Para 10 dias, 2. Parece pouco, mas é o que preserva energia e garante que você realmente viu os lugares em vez de só ter passado por eles.
Combinações que funcionam bem:
Portugal + Espanha (14 a 16 dias): a mais popular entre brasileiros por conta da língua e dos voos diretos. Lisboa, Sintra, Porto, Sevilha, Madri, Barcelona. Dá pra fazer de trem ou ônibus entre as cidades.
Itália + Grécia (14 a 16 dias): Roma, Florença, Cinque Terre, Santorini, Atenas. Precisa de voo interno ou barco entre Itália e Grécia, mas a combinação é linda. Melhor na primavera (abril/maio) ou início do outono (setembro).
França + Bélgica + Países Baixos (10 a 12 dias): Paris, Bruges, Amsterdã. Tudo perto, tudo de trem, culturas diferentes em poucos quilômetros.
Leste Europeu (10 a 14 dias): Praga, Viena, Budapeste. Custo bem mais baixo que Europa Ocidental, arquitetura impressionante, menos turistas brasileiros.
Paris sozinha (5 a 7 dias): não precisa sair da cidade. A quantidade de museus, bairros e experiências gastronômicas é grande o suficiente pra ocupar uma semana inteira.
Destinos que mais valem em 2026
Portugal continua sendo a porta de entrada preferida dos brasileiros, pela facilidade do idioma e pelos voos diretos ligando diversas capitais brasileiras a Lisboa e Porto. A cidade do Porto tem crescido muito no radar, com uma cena gastronômica e cultural que rivaliza com a capital a custos um pouco menores.
Grécia teve alta de demanda em 2025 e segue forte. Santorini e Mykonos são as ilhas mais famosas, mas Creta, Naxos e Paros entregam experiência similar com menos turistas.
Croácia é uma descoberta pra quem quer mar azul europeu sem pagar preços de Ibiza. Dubrovnik (a cidade da abertura de Game of Thrones), as Ilhas Dalmatinas e o Parque Nacional de Plitvice são paradas diferentes do roteiro europeu padrão.
Islândia é destino de nicho, mas aparece bastante nas buscas de brasileiros. Aurora boreal entre setembro e março, paisagens de outro planeta. Caro, mas único.
Documentação necessária
- Passaporte válido com ao menos 6 meses além da data de retorno
- Seguro viagem com cobertura mínima de 30.000 euros (obrigatório para entrada no Schengen)
- Comprovação financeira (extrato bancário ou cartão de crédito com limite disponível)
- Passagem de retorno ou itinerário de viagem
- ETIAS a partir do último trimestre de 2026
Brasileiros não precisam de visto para estadias de turismo de até 90 dias no Espaço Schengen. Mas atenção: os 90 dias são contados em bloco, não por país. Entrou na Europa, o relógio começa.
Dicas de logística que fazem diferença
Passes de trem: o Eurail Pass compensa quando você vai visitar muitos países. Para 2 a 3 destinos, comprar as passagens separadas sai mais barato.
Moeda: o euro é aceito em quase tudo na Europa Ocidental. Países como Polônia (zloty), República Tcheca (coroa) e Hungria (forinte) têm moeda própria. Cartão de débito internacional com poucas taxas (Wise, Nomad) é melhor opção.
Seguro viagem: não é opcional. Além de exigência da fronteira Schengen, qualquer emergência médica na Europa custa caro.
Reservas: em alta temporada (junho a agosto), reserve hospedagem com pelo menos 2 a 3 meses de antecedência nas cidades mais populares.
Vale a pena contratar pacote ou montar por conta?
Depende do perfil. Para quem viaja pela primeira vez à Europa, um pacote com acompanhamento de agência reduz muito o estresse logístico. Para quem já tem experiência e prefere flexibilidade, montar o próprio roteiro pode resultar em algo mais personalizado.
A Anhangá trabalha nos dois formatos: pacote com acompanhamento completo ou planejamento à la carte, onde a gente organiza as partes e você tem liberdade de ajuste. Se quiser entender qual modelo faz mais sentido pra sua viagem, é só chamar a equipe.